Caminhoneiros mantêm greve na região de Londrina
25 de maio de 2018
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O acordo anunciado entre o governo federal e representantes dos caminhoneiros não trouxe reflexos, pelo menos por enquanto, para os pontos de bloqueio nas rodovias estaduais e federais de Londrina. Em assembleia realizada na manhã desta sexta-feira (25), a categoria decidiu continuar com a paralisação, que já dura cinco dias. "As negociações fechadas em Brasília não atenderam nenhuma de nossas reivindicações", alertou o presidente do sindicato da categoria, o Sindicam, Carlos Roberto Dellarosa. Veja um trecho da entrevista dele:
Manifestando apoio aos caminhoneiros, moradores e comerciantes têm se mobilizado para doações, como galões de água e alimentos.
No pool de combustíveis, os manifestantes disseram que não vão liberar as cargas por tempo indeterminado. Apenas as empresas que conseguiram liminares na Justiça tiveram o acesso liberado. Nesta quinta-feira (24), a Kurica Ambiental, que faz a coleta de lixo em 230 mil domicílios da cidade, conseguiu uma liminar na 9ª Vara Cível autorizando que os caminhões contratados pela empresa deixem o local e abasteçam os 18 veículos que fazem o recolhimento dos resíduos.
A decisão é do juiz Aurênio Arantes de Moura. Enquanto isso, o Sindicombustíveis assegurou que não há mais gasolina, etanol e diesel nos 110 postos de Londrina. Essa é a mesma situação de outras cidades paranaenses, como Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Maringá e Curitiba.
PRF e PRE
Segundo o inspetor-chefe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) da região de Londrina, Marcos Pierre, 17 manifestações prosseguem na BR-369, 153 e 376. Desde a notícia da negociação entre sindicatos e ministros do presidente Michel Temer, os caminhoneiros não deixaram as rodovias. Os protestos são feitos fora das pistas.
De acordo com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual), o panorama não se alterou nas vias estaduais. Há bloqueios parciais na PR-445, trecho da saída de Curitiba e pontilhão da BR-369, e demais do entorno, como a PR-170, em Rolândia, e PR-444, entre Arapongas e Mandaguari.
Segurança
Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar assegurou que "o policiamento realizado em Londrina não foi e nem será prejudicado pela greve dos caminhoneiros. Providências foram tomadas e uma reserva de combustível está garantida para toda a frota de veículos de emergência do Estado aqui no norte do Paraná. Este é um suprimento que garante a normalidade da circulação da nossa frota por vários dias, portanto, nossas viaturas estão patrulhando regularmente.
A população tem a garantia da presença da PMPR nas ruas, neste momento de escassez de combustível, que continuará mantendo o policiamento ostensivo e a preservação ordem pública. O 5° BPM e a 4° CIPM possuem uma reserva técnica suficiente para que o policiamento aconteça normalmente por vários dias e, ainda, há previsões de operações que serão realizadas neste fim de semana.", diz o documento.
(atualizado às 10h)
(com informações da repórter Carolina Avansini, da Folha de Londrina)
Manifestando apoio aos caminhoneiros, moradores e comerciantes têm se mobilizado para doações, como galões de água e alimentos.
No pool de combustíveis, os manifestantes disseram que não vão liberar as cargas por tempo indeterminado. Apenas as empresas que conseguiram liminares na Justiça tiveram o acesso liberado. Nesta quinta-feira (24), a Kurica Ambiental, que faz a coleta de lixo em 230 mil domicílios da cidade, conseguiu uma liminar na 9ª Vara Cível autorizando que os caminhões contratados pela empresa deixem o local e abasteçam os 18 veículos que fazem o recolhimento dos resíduos.
A decisão é do juiz Aurênio Arantes de Moura. Enquanto isso, o Sindicombustíveis assegurou que não há mais gasolina, etanol e diesel nos 110 postos de Londrina. Essa é a mesma situação de outras cidades paranaenses, como Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Maringá e Curitiba.
PRF e PRE
Segundo o inspetor-chefe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) da região de Londrina, Marcos Pierre, 17 manifestações prosseguem na BR-369, 153 e 376. Desde a notícia da negociação entre sindicatos e ministros do presidente Michel Temer, os caminhoneiros não deixaram as rodovias. Os protestos são feitos fora das pistas.
De acordo com a PRE (Polícia Rodoviária Estadual), o panorama não se alterou nas vias estaduais. Há bloqueios parciais na PR-445, trecho da saída de Curitiba e pontilhão da BR-369, e demais do entorno, como a PR-170, em Rolândia, e PR-444, entre Arapongas e Mandaguari.
Segurança
Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar assegurou que "o policiamento realizado em Londrina não foi e nem será prejudicado pela greve dos caminhoneiros. Providências foram tomadas e uma reserva de combustível está garantida para toda a frota de veículos de emergência do Estado aqui no norte do Paraná. Este é um suprimento que garante a normalidade da circulação da nossa frota por vários dias, portanto, nossas viaturas estão patrulhando regularmente.
A população tem a garantia da presença da PMPR nas ruas, neste momento de escassez de combustível, que continuará mantendo o policiamento ostensivo e a preservação ordem pública. O 5° BPM e a 4° CIPM possuem uma reserva técnica suficiente para que o policiamento aconteça normalmente por vários dias e, ainda, há previsões de operações que serão realizadas neste fim de semana.", diz o documento.
(atualizado às 10h)
(com informações da repórter Carolina Avansini, da Folha de Londrina)
Rafael Machado
Grupo Folha
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