Após a reconciliação, os prós e contras de ter Michelle como vice de Flávio

24 de julho de 2026 14

Para muitos, a reconciliação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro soou como um prenúncio de que ela poderia representar um bom nome para ser vice em uma chapa “puro-sangue” à Presidência da República. A hipótese se tornou mais forte diante das dificuldades de Flávio, às vésperas da convenção, em fechar alianças com partidos como o Republicanos e a federação formada pelo PP e União Brasil, siglas que nesse momento, tendem a permanecer neutras no primeiro turno das eleições.

No PL, a ideia não é descartada, mas dirigentes do partido indicam que, até o último momento, é preciso buscar uma costura que traga outro partido para a coligação. “Por hora não sei, mas tudo é possível”, disse um integrante da cúpula do partido, logo após a divulgação dos vídeos gravados para pacificar a relação entre o senador e Michelle.

Aliado de Flávio Bolsonaro, o deputado Domingos Sávio, pré-candidato ao Senado pelo PL de Minas Gerais, acredita que a cogitação do nome de Michelle como vice é fruto da euforia que gerou a reconciliação familiar, no entanto, ele acredita que o partido precisa continuar “até o último momento” na busca de um nome que amplie votos, que avance para o eleitor de centro.

“Michelle tem um papel fundamental dentro do processo, claro que poderia ser uma vice que soma, isso não há dúvida, mas eu acho que é preciso ter prudência nesse momento porque o ideal é buscar, ou pelo menos fazer um esforço, de trazer outros segmentos e ampliar a aliança. Quando se vai compor uma chapa, é preciso trazer apoios”, ponderou o deputado.

Nome feminino
Sávio ainda aponta o papel de Michelle em avalizar um nome feminino para a chapa. “É importante comemorar a pacificação com o Flávio e o compromisso dela de ajudar, mas eu diria que aquilo que a Michelle agrega já vem de forma automática. Claro que é uma ótima vice, mas ela própria pode indicar uma outra mulher que traria com ela novos apoiadores”, disse o parlamentar.

Se o PL caminhar para a chapa “puro-sangue”, outras mulheres do partido cogitadas compor chapa de Flávio são as deputadas Júlia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF). Caso a solução não seja encontrada até a convenção neste sábado, 25, a escolha será feita posteriormente.

De acordo com o calendário da Justiça Eleitoral, o registro das candidaturas deve ser feito até às 19h de 15 de agosto no Sistema de Candidaturas. A legislação, entretanto, prevê a possibilidade de substituições em chapas mesmo após esta data, obedecendo algumas condições excepcionais.

A Lei das Eleições, de 1997, estabelece que a alteração pelo partido pode ocorrer até 20 dias antes do pleito caso o candidato seja considerado inelegível, renunciar ou morrer após o termo final do prazo do registro. Outra possibilidade é se o postulante tiver seu registro indeferido ou cancelado.

 

Fonte: Luciana Lima