AP: Acusado de abuso sexual contra 12 fiéis, pastor é preso em Macapá
20 de fevereiro de 2021
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Jeremias Barroso foi preso na tarde da última sexta-feira (19) pela Polícia Civil em Macapá, no Amapá, conforme apuração do Universa, do UOL. O pastor é acusado de abusar sexualmente de 12 fiéis.
O religioso é fundador da Igreja Getsêmani no Amapá e é responsável por coordenar a Marcha para Jesus no estado. Jeremias ainda teve contra ele um mandado de busca e apreensão em sua casa. No imóvel, os policiais apreenderam dois celulares, um notebook, um HD externo e um pendrive.
Alvo de investigações desde julho, os pastor ainda responde na Justiça a duas ações penais por abuso sexual mediante fraude contra duas vítimas.
De acordo com o Ministério Público, o pastor deverá realizar um exame de corpo de delito e logo depois ser conduzido até uma penitenciária.
Entenda o caso
De acordo com o Ministério Público, o pastor deverá realizar um exame de corpo de delito e logo depois ser conduzido até uma penitenciária.
Entenda o caso
A prisão do pastor foi pedida após o religioso não colaborara para a elucidação do caso, pelo menos é o que afirma a promotora de Justiça, Andréa Guedes, do Gaeco (Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado).
“Ele estava se eximindo de comparecer duas vezes à promotoria e também à delegacia, não colaborando com as investigações. Temos apurações em cursos envolvendo mais vítimas. O pastor se escondeu e não quis quando foi acionado. Tudo isso fortaleceu o nosso pedido de prisão e busca e apreensão em sua residência”, afirmou ao Universa.
Em contrapartida, a defesa de Jeremias acredita que o prisão do pastor não reflete a veracidade dos fatos.
“Essa prisão é totalmente descontextualizada dos fatos, pois se remetem a supostos crimes cometidos há mais de um ano, o que infringe o Código Penal para casos de detenção preventivas. Além do mais, foi baseada unicamente na palavra das supostas vítimas”, protestou o advogado Maurício Pereira.
O advogado explicou que além do religioso colaborar com as investigações, ele possui emprego e residência fixa.
“Não há necessidade dessa prisão. O réu compareceu várias vezes, espontaneamente, à autoridade policial para prestar esclarecimentos. Nesta tarde, inclusive até chegou a responder a uma intimação. Foi uma surpresa e sem qualquer motivação. Agora vamos ataca-las com os recursos cabíveis”, ressaltou.
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