A EUROPA ANDA PERDIDA NUMA FASE EM QUE OS IMPÉRIOS SE REORGANIZAM
Por : António da Cunha Duarte Justo
Tempos de Crise universal beneficiam os Grupos globais oportunistas
O ser humano para subsistir precisa de um habitat natural, de instituições e de organizações sociais com ideologias ou doutrinas estáveis que lhes confiram consistência interna possibilitadora de identidade e de identificação...
Das famílias, tribos, povos/nações surgiram os impérios e civilizações. Se antes os impérios eram determinados pelos interesses internos de nações, hoje organizam-se em torno de núcleos regionais económicos e ideológicos...
Se nas primeiras organizações dominavam as relações humanas empáticas já a nível de conglomerados (por exemplo, ONU; NATO/USA, Federação Russa, China, EU) dominam as relações funcionais (não empáticas) ...
As superpotências são perigosas entre si, o resto é obrigado a segui-las e a entreter-se com a informação que elas lhe dão. Encontramo-nos num tempo que exige especial atenção a tudo, um tempo de guerras híbridas onde domina a propaganda e a contrapropaganda, a desinformação e a corrupção, o que complica uma avaliação da situação porque o cidadão é sobretudo o resultado de informação; da informação de uma realidade meramente virtual.
A crise atual é mais dolorosa do que outras passadas porque o mundo se transformou numa “aldeia” e o cidadão e a sociedade estão a ser reagendados e transformados em produto em função de algo imediato...
Os latifundiários do poder, interconectados entre si, criaram uma realidade e uma atmosfera social que chega já a ultrapassar o cinismo e a sátira. Gera-se uma consciência colectiva em que a arbitrariedade e a absurdidade passam a reduzir a realidade a uma narrativa de factos atrás de factos, não interessando sequer os elos de ligação entre eles...
Esta situação é cada vez mais precária dado os portadores de confiança pública deixarem de ser eles mesmos para se transformarem em propagandistas de agendas e de interesses anonimizados que destroem o sentimento do bem-estar. Por outro lado, a aposta numa guerra só destruidora arruína a orientação da confiança interior e individual e conduz a sociedade a um estado depressivo porque inconscientemente se sente numa situação perdida...
Sem esperança (que é o sol da vida individual e social) não há progresso, não há sobrevivência e não há futuro porque a esperança e a confiança são os elixires da vida imprescindíveis para o bem-estar individual e social...
Pensava-se que na Europa a Esperança não morreria, mas com a progressiva morte da pessoa humana (da morte de Deus passou-se à morte do Homem) toda a esperança vai morrendo e sendo substituída por expectativas instaladas. Cada vez nos mergulhamos mais na dor do luto de guerras militares, subculturais (de capelinhas) e económicas que nos reduzem à qualidade de refugiados indesejados a viver na desconfiança de um mundo que leva muitos a terem de existir de forma sonâmbula e outros a terem de adormecer sob o manto da tristeza. Cada vez se ganha mais a impressão que, de dia para dia, a velha Europa, que abusara do mundo, morre, com a vã satisfação de morrer em conjunto. Uma Europa das nações que antes pensava o mundo sob a perspectiva nacionalista ainda não encontrou uma óptica geopolítica própria.
Em sociedades passadas só as elites se davam conta dos erros das elites e da História; hoje, os generais já não se encontram nos quarteis mas nas centrais da informação, nos gabinetes e nas operadoras globais... esquece-se que onde não há dúvida não há desenvolvimento!...
Precisamos de uma política lúcida empenhada na construção da paz que restitua a esperança ao povo.
António da Cunha Duarte Justo
Teólogo e Pedagogo
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O GRITO DO CIDADÃO (ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO)
ANTUÉRPIO PETTERSEN FILHO, MEMBRO DA IWA – INTERNATIONAL WRITERS AND ARTISTS ASSOCIATION É ADVOGADO MILITANTE E COLABORADOR DO SITE QUENOTÍCIAS, É ASSESSOR JURÍDICO DA ABDIC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE DEFESA DO INDIVÍDUO E DA CIDADANIA, QUE ORA ESCREVE NA QUALIDADE DE EDITOR DO PERIÓDICO ELETRÔNICO “ JORNAL GRITO CIDADÃO”, SENDO A ATUAL CRÔNICA SUA MERA OPINIÃO PESSOAL, NÃO SIGNIFICANDO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DA ASSOCIAÇÃO, NEM DO ADVOGADO.