A estimativa da direita em Rondônia é de fazer a barba, cabelo e bigode

10 de fevereiro de 2026 25

Deserto verdejante

Depois de meio século advertindo para o aquecimento global e as consequências terríveis do desmatamento na Amazônia, seria terrível sentenciar que os ambientalistas foram derrotados, mesmo sendo óbvio que o desmatamento na nossa floresta nunca parou por causa de suas advertências assustadoras e apocalípticas.

Um olhar atento à realidade amazônica aponta para sinais muito leves de redução do desmatamento. O que mais se vê é a devastação. Entretanto, apesar das evidências de que foram vencidos e aumentam os riscos de a distopia amazônica ser a transformação em deserto, há uma notícia no plano mundial que produz alento: o mesmo aquecimento global acusado de iniciar a tragédia amazônica é apontado como o herói da transformação do deserto do Saara em uma área predominantemente verde até o final do século por conta do aumento de 75% das chuvas na área.

A utopia que brota nos escombros dos frustrados alertas sobre a desertificação da Amazônia é de que uma nova reviravolta climática permitirá à futura região desertificada se transformar novamente, em algum século futuro, em uma floresta renovada, para a vitória póstuma dos hoje derrotados. Se a humanidade sobreviver ao caos amazônico, é claro, pois baratas talvez sobrevivam. Se apesar da desertificação não houver guerra nuclear, é possível que a humanidade tenha mais uma chance de sobreviver para aproveitar melhor seus recursos naturais.

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Eleições 2026

Cerca de 150 milhões de eleitores brasileiros comparecem as urnas em 4 de outubro para eleger presidente, governadores, senadores, deputados estaduais e federais em todo o País. Com o calendário eleitoral vigente os deputados federais e senadores terão uma janela partidária  a partir de março para trocar de legendas sem a punição estipulada pela justiça eleitoral de perda de mandato. As convenções partidárias serão no meio do ano quando as candidaturas finalmente serão homologadas pelos partidos com as fusões e federações formadas nos últimos anos. PL, PT, PP, UB, MDB são os principais partidos abocanhando recursos do fundão eleitoral para as eleições.

Escolha dos vices

Com a polarização arraigada entre as forças bolsonaristas e o lulapetismo, começa o processo de escolha dos vices do presidente Lula a reeleição e do principal postulante conservador, o senador Flávio Bolsonaro. Lula espera manter Geraldo Alckmin na vice, mas o nome pode ser alteado de acordo com os entendimentos na base aliada. Do lado bolsonarista, pode ser escolhido um governador para vice,  um caso é de Romeu Zema em Minas Gerais. Em Rondônia a escolha de vice pelos atuais postulantes ao Palácio Rio Madeira segue no campo das sondagens. Os candidatos Marcos Rogério (PL) e Adaiton Fúria (PSDB_ buscam vices em Porto Velho. Já, Hildon Chaves (PSDB), no interior do estado.

Equilíbrio de forças

Em Rondônia se vê um equilíbrio de forças entre os três principais candidatos, senador Marcos Rogerio (PL), Adailton Fúria (PSD) e Hildon Chaves (PSDB). Na capital, com predomínio tucano, no interior com a supremacia de Rogério, Adailton Fúria e Flori Cordeiro. Neste início de jornada não se vê o candidato petista Expedito Neto e o vice-governador Sergio Gonçalves (União Brasil) em condições de chegar a um previsível segundo turno, projetado em virtude da fragmentação do eleitorado, em torno de até sete candidaturas para as eleições de outubro. Os entendimentos para alianças seguem nas mesas de negociações.

Estimativas conservadoras

A estimativa da direita em Rondônia é de fazer a barba, cabelo e bigode num dos estados mais conservadores do país, ao lado de Santa Catarina, Acre e Roraima. Os bolsonaristas também projetam emplacar os dois candidatos ao Senado, sete dos oito deputados federais, e 20 dos 24 deputados estaduais. Na bancada federal atual, dois dos três senadores são conservadores, 8 das oito cadeiras na Câmara dos Deputados são bolsonaristas e dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa 23 são considerados conservadores. E tudo isto tendo um presidente petista no Palácio do Planalto.

Janela partidária

Por causa da janela partidária, os partidos de esquerda e centro-esquerda deverão perder ainda mais representatividade com a chamado período de troca de legendas que permite as mudanças a partir de março. Os partidos mais conservadores e de centro-direita vão abocanhar mais deputados estaduais e federais, caso do PSD agora tutelado pelo governador Marcos Rocha, atraindo lideranças municipais para seu novo partido. Na esquerda o PT vem se reforçando para disputar as cadeiras a Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa, almejando até três cadeiras contra a única que ocupa naquela casa de leis.

Via Direta

*** Com as elevadas taxas de rejeição do atual presidente Lula e do candidato conservador Flavio Bolsonaro, renovam-se  as expectativas do surgimento de uma terceira via nas eleições presidenciais de outubro *** Os governadores Ronaldo Caiado (GO), Ratinho Junior (PR), Romeu Zema (MG) e Eduardo Leite (RS) estão a postos na busca de uma brecha nesta peleja tão polarizada *** Em Rondônia ainda se tem como balões de ensaio as candidaturas ao governo estadual do petista Expedito Neto e do prefeito de Vilhena Flori Cordeiro (Podemos) *** Acredita-se nos bastidores que na verdade eles querem ser vices de algum candidato de ponteira na eleição 2026.

Fonte: CARLOS SPERANÇA
POLITICA & POLÍTICOS (CARLOS SPERANÇA)

Colunista político do Jornal "DIÁRIO DA AMAZÔNIA", Ex-presidente do SINJOR, Carlos Sperança Neto é colaborador do Quenoticias.com.br. E-mail: csperanca@enter-net.com.br