Economia

Se depender do governo, auxílio emergencial não será renovado, afirma Guedes

Para ele, a ideia é que o auxílio emergencial se extinga no final do ano


bookmark_borderBRASIL ECONOMIA date_range24 Nov 2020 - 06h27 personBRASIL 123/De Alisson Henrique

Se depender do governo, o auxílio emergencial, concedido desde maio para desempregados e trabalhadores informais em razão da pandemia do coronavírus, não será renovado. A afirmação foi feita pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, na tarde desta segunda-feira (23), durante um evento virtual promovido por uma empresa de investimentos.



O governo começou a fazer os pagamentos do auxílio emergencial em maio. Inicialmente, o benefício iria até julho. Depois, foi prorrogado uma primeira vez até setembro e, uma segunda vez, até dezembro. No início, o valor era R$ 600, mas passou para R$ 300 nas últimas parcelas.



Para ele, a ideia é que o auxílio emergencial se extinga no final do ano. Isso porque, de acordo com o ministro, a doença “cedeu” e “está descendo”, razão pela qual o auxílio não seria mais necessário porque, segundo o ministro, a economia “está voltando forte”.



“A economia está voltando forte, a doença está descendo. De 1,3 mil, 1,4 mil mortes diárias, a coisa caiu para 300, 250. Agora, parece que voltou para 350, mas os fatos são que a doença cedeu bastante e a economia voltou com muita força”, declarou.



Segunda onda 



Do ponto de vista do governo, salientou Guedes, não existe a intenção de prorrogar o auxílio emergencial. No entanto, ele afirma que há uma pressão política pela prorrogação, mas a área econômica está preparada para reagir “se houver uma segunda onda” da Covid-19.



De acordo com informações do jornalista Valdo Cruz, da TV Globo, a ala política do governo voltou a defender a prorrogação do auxílio emergencial por dois ou três meses em 2021 em razão da indefinição a respeito da criação de um novo programa social.





Do ponto de vista do governo, salientou Guedes, não existe a intenção de prorrogar do auxílio emergencial. (Foto: reprodução)


“Tem muita gente falando em segunda onda e nós estamos preparados para reagir a qualquer evidência empírica. Se houver uma evidência empírica, o Brasil tiver de novo mil mortes, tiver uma segunda onda efetivamente, nós já sabemos como reagir, já sabemos os programas que funcionaram melhor”, afirmou o ministro.



Vale lembrar que, no começo do mês, Guedes revelou que, se houver uma segunda onda do novo coronavírus, a prorrogação seria “uma certeza”. “Se houver uma segunda onda de pandemia, não é uma possibilidade, é uma certeza”, afirmou na ocasião.