Economia

Preços do setor de alimentos sobem 5,28% em setembro, aponta IBGE

Essa é a terceira maior alta registrada na série histórica, iniciada em 2010


bookmark_borderBRASIL ECONOMIA date_range01 Nov 2020 - 05h52 personBRASIL 123/De Ruan Samarone

Os preços do setor de alimentos apresentaram alta de 5,28% em setembro deste ano, quando comparados com o mês anterior. A alta é a terceira maior já registrada na série, iniciada em 2010. Os únicos aumentos superiores ao registrado este ano aconteceram em setembro de 2015 (5,47%) e em outubro de 2010 (5,30%). 



Além disso, com o resultado, os preços acumulam em 2020 uma elevação de 22,81%. Já em relação aos últimos 12 meses, a alta é ainda mais expressiva, de 32,60%. A saber, tanto a variação registrada no ano quanto a verificada nos últimos 12 meses são as mais altas registradas pela série histórica. 



Os dados fazem parte do Índice de Preços ao Produtor (IPP), que subiu 2,37% em setembro deste ano. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou o levantamento e divulgou as informações nesta sexta-feira, dia 30.  



Entenda a alta dos preços dos alimentos 



 



De acordo com o IBGE, a demanda mais intensa explica a alta pressão em setembro, mesmo com o fato de o real ter subido 1,1% em relação ao dólar. Em resumo, houve uma demanda interna maior para arroz e carne de frango. No âmbito externo, também houve alta na demanda da carne de boi, resíduo de soja e, novamente, arroz e carne de frango. 



Ao mesmo tempo, houve uma menor oferta norte-americana em relação aos derivados de soja. Dessa forma, foi aberto um espaço para que os preços dos produtos no mercado externo apresentassem alta. 



Por fim, a atividade relacionada a alimentos exerceu a maior influência no IPP e puxou o índice para cima. Aliás, os alimentos influenciaram a alta de 2,37% em 1,31 ponto percentual (p.p.), o maior entre as atividades pesquisadas. Além disso, no acumulado do ano, os alimentos exerceram 5,36 p.p. de influência no índice. Esse valor foi muito superior à segunda atividade de maior influência, as indústrias extrativas, que contribuíram com 1,80 p.p.