Economia

"Não podemos deixar que outras gerações paguem a dívida. É desleal"

Para Miguel Sousa Tavares, o reembolso antecipado ao FMI é uma decisão “completamente sensata”.


bookmark_borderBRASIL ECONOMIA date_range12 Dez 2017 - 05h42 personNOTICIAS AO MINUTO/FILIPA MATIAS PEREIRA

AAgência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública pretende devolver antecipadamente ao Fundo Monetário Internacional mais 1.000 milhões de euros até final do ano, encerrando 2017 com um total de dez mil milhões de euros reembolsados.



Perante esta informação, Miguel Sousa Tavares, no habitual espaço de opinião na antena da SIC, defendeu que esta é uma decisão “completamente sensata”, visto que os juros pelos quais contraímos um empréstimo junto do FMI são mais altos do que os praticados no mercado”.



Ao escritor resta apenas uma dúvida: “Porque não amortizamos mais depressa?”. A questão surge porque, defende, “é possível ir ao mercado buscar dinheiro emprestado mais barato e pagar aquelas dívidas que têm juros mais altos”.



O reembolso anunciado é, em suma, “uma boa notícia” porque quer dizer que Portugal está a “abater uma dívida cara”. Para além disso, Sousa Tavares é partidário do princípio de que "as gerações que contraem a dívida é que a devem pagar. Não podemos deixar que outras gerações o façam. Essa seria uma forma desleal de estar na vida”.



Aos que defendem que o dinheiro poderia ser aplicado noutras necessidades, o comentador responde que “o serviço de dívida pública, entre juros e capital, custa-nos cerca de oito mil milhões por ano”.